Existem dois tipos de pessoa: as que compram passagem, vão de classe executiva mas ainda assim são passageiros de sua própria vida e os que decidem pilotá-la.
“O que tem de errado ser o passageiro?” Você me pergunta. Nada, eu acho, desde que você não se importe em deixar de decidir por você mesmo. Algumas pessoas não conseguem, ou até mesmo não se importam porque “não faz o seu estilo” tomar as rédeas da situação, e então nunca sabem quando o avião de sua vida cai em mãos terroristas ou passa por um poço de ar, entra em turbulência e corre o risco de cair.
Ninguém está imune ao tipo de peças que o acaso nos prega, a diferença é que quando o avião sai de seu percurso original ou até mesmo quando está caindo, o piloto sabe que isso vai acontecer e pode então se preparar e pensar no próximo plano, caso haja uma próxima chance.
Gosto de acreditar que faço parte do segundo grupo. Sempre fiz parte dele, mas estou me aperfeiçoando. Admito que me senti tentada muitas vezes a deixar tudo de lado e simplesmente apreciar a viagem por uma pequena janelinha. “Vivam por mim e me acordem quando isso tudo acabar!”, mas qual é a graça da pequena janelinha se na cabine do piloto posso ter vista panorâmica do caminho que escolher seguirr?
“Janela ou corredor, senhorita?”
“A cabine do piloto, por favor”